Nao sei se entre crises e greves alguem em Portugal ouviu falar deste caso, mas isto merece uma valente blogada. E a historia de
Gulnaz, uma mulher Afega solteira de 19 anos que foi violada e engravidou. Resultado quando a gravidez comecou a notar-se, Gulnaz foi acusada de "zina" ou adulterio (na Sharia adulterio e ter relacoes sexuais com alguem com quem nao se e casado, independentemente de se ser soi-meme casado ou nao), e foi condenada a 12 anos de prisao. Ela alegou violacao e o homem que a violou foi tambem preso e condenado a 12 anos. E ficaram ambos na prisao, onde ela alias deu a luz o bebe. Nisto ha um abaixo-assinado, uma data de barulho sobre o caso e o dossier acaba na mesa de Hamid Karzai que decide gracia-la. Uma mulher Afega que e condenada por adulterio e graciada nao volta simplesmente para a sua aldeia assim como se nada fosse. Uma mulher nessa situacao corre risco de vida. Entao para garantir a sua seguranca, ela casa-se com o violador e a irma do violador (que nao tem nada a ver com isto) casa-se com o irmao da Gulnaz (que tambem nao tem nada a ver com o caso). E Gulnaz e o seu violador foram libertados.
E o Embaixador da UE em Cabul, Vygaudas Usackas, vem
"aplaudir" a libertacao de Gulnaz e dizer que o caso deveria servir de exemplo para todas as outras mulheres Afegas que se encontram em semelhantes embroglios.
Aplaudir? Mas este senhor e maluco da cabeca? Nada neste caso e digno de servir de exemplo. Gulnaz nao deveria ter sido graciada, deveria ter sido absolvida ou melhor ainda a acusacao

deveria ter sido retirada. Depois, deveria ter recebido um pedido de desculpas publico. Depois, deveria ter sido libertada com garantias de seguranca decentes que nao implicassem casamentos que so anunciam futura violencia conjugal. E o violador deveria ter ficado na prisao.
Nada disto e exemplar e Usackas deveria ser chamado a Bruxelas e amordacado.
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