Cada um tem a sua panca cultural. Há quem seja mais música, há quem seja mais pintura, fotografia, escultura, teatro. Eu é dança. Não é que não goste do resto, mas dança arrepia-me. Há vezes em que me proporciona um tal tsunami estético que sai a lágrima. Na semana passada fomos ver Shut up and Dance Reloaded ao Staatsballet. Teve partes boas, mas entre sons demasiados angustiantes até para dança moderna e uma coreografia final com um triangulo em movimento que pôs a audiência toda a sair do teatro aos tropeções de tanta tontura (a sério!)... Hmmm não sei...
Prefiro isto. Isto é (e foi, quando vi em Londres o ano passado) material de tsunami estético (a ver até ao fim):
Por isso fico à espera que a Sylvie Guillem se mexa de Londres. Talvez quando o Inverno passar.
Direita: direito, reivindicação, nemesis política
Humana: ego, compaixão, imperfeição
Desterrada da vida
Já sei que territorialmente sou desterrada. Eh pá e até gosto - não pertencer a lugar algum sabe bem. Vou para ali, estou bem, e ao fim de algum tempo se me fartar... mudo-me. Sempre compensei a esquizofrenia espacial com a certeza de que estava "in tune" com o mundo em geral - as pessoas, a actualidade, a história etc...
Mas recentemente tenho-me visto desfazada, desactualizada, a apanhar do ar, ao papel, à nora. Percebo o conceito do Facebook (e até lá tenho 190 e tal amigos), mas já o Twitter passa-me ao lado. E no outro dia olhei, como perfeito boi para cavalo, para a excitação de umas adolescentes perante o jogo de video de uma tal de Hannah Montana. E no outro dia fui toda contente a uma aula de dança e não é que acabei por treinar - qual elefante com tutu - os passos da coreografia da dita Montana! Resignada, lá saltitei e ao chegar a casa fui ver à Wikipédia quem é o raio da miúda. Isto é agora que ainda estou nos 20. Para o ano já não vou nisto e resigno-me de vez.
Mas recentemente tenho-me visto desfazada, desactualizada, a apanhar do ar, ao papel, à nora. Percebo o conceito do Facebook (e até lá tenho 190 e tal amigos), mas já o Twitter passa-me ao lado. E no outro dia olhei, como perfeito boi para cavalo, para a excitação de umas adolescentes perante o jogo de video de uma tal de Hannah Montana. E no outro dia fui toda contente a uma aula de dança e não é que acabei por treinar - qual elefante com tutu - os passos da coreografia da dita Montana! Resignada, lá saltitei e ao chegar a casa fui ver à Wikipédia quem é o raio da miúda. Isto é agora que ainda estou nos 20. Para o ano já não vou nisto e resigno-me de vez.
Hannah Montana Does the Hoedown Throwdown - kewego
http://tr.im/g5kv The new music video for Hoedown Throwdown from Hannah Montana the movie
http://tr.im/g5kv The new music video for Hoedown Throwdown from Hannah Montana the movie
Assim dá gosto ser Portuguesa - hats off à AR!
Artigo 5.º
Disposição final
Todas as disposições legais relativas ao casamento e seus efeitos devem ser interpretadas à luz da presente lei, independentemente do género dos cônjuges, sem prejuízo do disposto no artigo 3.º.
Daqui a uns anos, tem é que cair a última parte desta frase.
Não imaginam o caco em que me tornei
A boa notícia é que a minha voz voltou e que emagreci 3kg. A má notícia é que me reapareceu acne e que estou com um ataque de queda capilar.
Portanto com 2010, passei de gorda muda a borbulhenta careca. É bom.
Portanto com 2010, passei de gorda muda a borbulhenta careca. É bom.
Reconstruir virgindades
Alguma vez relembraram como foi descobrir uma coisa boa pela primeira vez? Eu ando obcecada com isso - há coisas para as quais gostava muito de readquirir virgindade, sentir outra vez aquele uaaau-que-coisa-espectacular (perceberão com isto que este post não tem portanto nenhum cariz sexual).
Não é nostalgia, não é reaccionarismo, não é melancolia. Não vem de um qualquer sentimento de carência, não penso nisto sentada num canto em posição fetal. Não. Há simplesmente coisas mesmo mesmo mesmo geniais no mundo para as quais deveria haver uma bolha espácio-temporal revolucionando em situação de presente permanente para as (re)descobrirmos constantemente. Assim tipo memória de peixinho dourado.
Não é que já não sinta entusiasmo nenhum ao reviver essas coisas, mas re-viver não é a mesma coisa.
Assim, para já, reivindico novas virgindades para:
- o livro "What is the what" (Que é o quê) de Dave Eggers
- a série "West Wing" (Os homens do Presidente)
- o eriçar dos pelos dos braços com o cheiro de um avião pronto a partir
Não é nostalgia, não é reaccionarismo, não é melancolia. Não vem de um qualquer sentimento de carência, não penso nisto sentada num canto em posição fetal. Não. Há simplesmente coisas mesmo mesmo mesmo geniais no mundo para as quais deveria haver uma bolha espácio-temporal revolucionando em situação de presente permanente para as (re)descobrirmos constantemente. Assim tipo memória de peixinho dourado.
Não é que já não sinta entusiasmo nenhum ao reviver essas coisas, mas re-viver não é a mesma coisa.
Assim, para já, reivindico novas virgindades para:
- o livro "What is the what" (Que é o quê) de Dave Eggers
- a série "West Wing" (Os homens do Presidente)
- o eriçar dos pelos dos braços com o cheiro de um avião pronto a partir
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