Madagascar - etapa seguinte: em busca do Indri

O Indri é o maior lemur de Madagascar (e consequentemente do mundo). Mede mais de 1 metro e pesa alguns 10Kg. O lemur já de si é um animal estranho. Olha-se para um e pensa-se: macaco, gato, rato, kanguru com um toque de urso bébé também. Quando, ao lermos o nosso guia, descobrimos que uma das espécies corresponde à discrição "criança mascarada de panda" e ainda por cima tem um grito que parece choro humano, foi a loucura total.

Eram 7h da manhã, enveredámos, então, pelo Parque Natural de Andasibe, seguindo o Etienne, o guia do parque natural. A humidade, a bruma e os misteriosos contronos desfocados de árvores estranhas eram dignos, palavra de honra, do cenário do Blairwitch Project.

Ao fim de duas horas de marcha, aos trambolhões nas raízes das árvores, lá encontrámos uma família de Indris. A chonar (a foto foi tirada de muito longe!). 1h mais tarde, continuavam a chonar. As tantas um espreguiçou-se e começou a saltar de uma árvore para a outra. O Etienne, desejoso de voltar à base pra beber uma jola, começou a correr selva abaixo, selva acima para nos posicionar mesmo em baixo de onde o Indri acordado se decidira instalar. Em poucos minutos estava lá o resto da família e o resto dos turistas que nos seguiram - cãos. Só que de choro, nada. Estava o Etienne já a lamentar a jola e o almoço, quando de repente:













(tenho uma gravação audio em que se nota mesmo o antropomorphismo do "choro" do Indri, mas não consigo por audio neste blog...)

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