Eh pá, o Meno passou-se da tola.
Mandei-lhe um email olá já acabei o plano da tese, quando é que nos podemos encontrar para mo mudares todo outra vez?
Não sei vocês, mas eu, pessoalmente, abro para negócio das 10:00 às 13:00 e das 14:00 às 19:00. Sim, porque tem que se dormir e comer um bocadinho também, não é?
Vai o jovem e marca-me uma reunião para as:
08:45 da manhã!
É ilegal. Acho eu.
Mas pronto, apesar do sono, a reunião correu bem. Ele não mudou muitas coisas e assegurou-me que, se não me dispersar, vou parir uma jóia de uma tese.
Acho que estou a conseguir domar a besta. Toda a gente me avisou que ele às vezes era demasiado directo nas críticas e que é muito exigente e que quer fazer tudo à maneira dele e tal.
Mas eu já lhe disse: mudo o que tu quizeres, jovem; mas não tiro o capítulo IV.
Há sempre aquela maneira diplomática de falar com os profs onde não se diz "não percebeste um boi do que eu quiz dizer", diz-se "talvez não me tenha exprimido bem".
Com este Meno a frase diplomática tem que vir acompanhada de uma frasezita mais bruta.
Então é assim:
- tirar o capitulo IV (olhar pensativo)
- (tom sério) Acho que temos um problema...
(sorriso)
- (tom educado) Talvez não esteja muito claro aqui no plano, mas este capítulo é essencial porque...
(olhos nos olhos que eu não tenho medo de ti)
- isto, isto e isto."
A ver se o gajo não acabou por gostar do capítulo IV.
Apre!
Não tivera ele às vezes ideias tão brilhantes e não estivesse o meu plano muito melhor depois das suas intervenções, não o poderia já ver à frente nem pintadinho.
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