... para me fazer voltar ao blog. Ao fim de quase seis meses (mais nao foi do que a mais pura e absoluta falta de tempo para blogar).
Falar sobre o furacao Sandy vivendo-se no Upper West Side é um pouco como falar de ataques Talibans vivendo-se em Mazar-e-Sharif: o perigo està sempre la para o Sul, aqui no Norte està tudo bem. E e verdade. Nao tivessemos nos mudado de casa e deixado aquele glorioso apartamento no SoHo junto com as suas baratas e ratos, estariamos neste momento sem luz, nem agua, nem aquecimento ha 3 dias. Olhariamos para a rua la fora e veriamos uma escuridao sinistra, adivinhando vultos ao dobrar da esquina. Veriamos bocas de incendio a jorrar agua e gente com baldes em punho a abastacer-se para ablucoes à gato e para dar de beber a autoclismos. Teriamos visto tambem a West Broadway fazer-se rio, e carros, barcos. Mas nao. Em Janeiro mudamo-nos ca para cima, para uma zona alta e nessa zona alta para um 17o andar. De maneira que nao nos faltou a agua, nem a luz nem o aquecimento. Luxo dos luxos: o metro aqui até funciona. Ponho-me no trabalho em 20 mins como antes (nao ponho porque estou doente e acamada, mas estivera eu recuperada, poria sim senhor). Sandy nao nos afectou portanto. Mas la que foi a maior ventania que vi na minha vida (e o 17o andar ai nao ajudou muito) e varias vezes me lembrei do Melancholia (razparta o filme ainda hoje me da pesadelos) ai isso foi.

2 comentários:
Yeah voltaste!
Grande susto que foi e nós aqui pensámos muito em vocês.
Não há fotografias do pos-sandy?
Beijinhos
Mary
Filiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiipa!!!
que bom ter-te de volta.
Nem me fales nesse filme! Fui vê-lo mas só o consegui ouvir. Foi uma experiência incrível: mal o filme começou, deu-me um ataque de vertigens dado que a câmara não estava quieta e assisti ao fim do mundo pelo ouvido e não à vista!
Terrível, mesmo assim.
Beijinhos e volta à escrita,
Mab
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