O vento

Passámos a noite num constante desconforto, a dar voltas e mais voltas na cama, a olhar para o tecto com cansaço mas sem sono - tás acordado? tou. A porta do páteo abre-se e fecha-se violentamente, as luzes piscam agarrando-se com unhas e dentes à electricidade que lhes chega em esforçados solavancos do desgraçado do gerador. De manhã, na cozinha, uma fina pelicula de pó cobre toda a loiça que tinhamos lavado ontem à noite com tanto suor (estavam 40 graus às 22h00). Idem na casa de banho, que tenho que lavar antes me lavar a mim.

Estão de volta os dias ventosos dos Verões de Mazar, que já o ano passado nos perturbavam o sono. Não é uma experiência agradável, mas quando se sai à rua, o espectáculo que é ver as miseriosas burqas esvoaçar como capas de Super Homem em pleno vôo compensa o poeirame.

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