Em Kabul nao podemos andar na rua a pé. Quando quero ir a algum lado, telefono para o servico de seguranca do escritório a pedir um carro. O condutor vem buscar-me e assim que arrancamos, ele comunica por rádio para a seguranca que arrancámos. Assim que chegamos ao destino, o condutor comunica outra vez que chegámos. Se nao houver comunicacao, a seguranca toma a iniciativa de chamar o condutor para saber se está tudo bem. Tudo isto acontece até para deslocacoes de 5 min.
As ruas de Kabul sao um chaos de transito. A cada esquina há um grupo de jipes da polícia e agentes armados a pé. Aqui e ali há também uma casota com uma abertura por onde se veem pontas de canos de metrelhadoras apontadas para a rua, e se adivinha o olho atento do agente. As vezes a polícia restringe o acesso a certas ruas por razoes de seguranca nunca claramente explicadas - carros oficiais ou de organizacoes podem entrar; carros privados vao dar a volta ao bilhar grande. Outras o acesso é restrito porque um enorme rebanho de cabras enfiou por ali e os dois pastores nao há meio de controlarem os bichos.
Kabul tem vários restaurantes mais ou menos "reservados" para estrangeiros. Sao sitios bonitos, com comida boa, staff super bem treinado, onde se pode estar à vontade de cabelo descoberto e onde se pode até beber alcool. Só que para se entrar, passa-se por vários guardas armados de metrelhadoras, um detector de metais, uma busca corporal e uma busca de sacos e malas. E tenta-se descansar o guarda que se vai desfazendo em desculpas pelo incómodo - mas "it's my job".
1 comentário:
Hello Filipa, nem em Kabul tu deixas de ires aos bares...ele há coisas...!! ó filha deixa-te disso...olha que essa vida nao te leva a lado nenhum!!:)
Beijinhos. o Hendrik tá a curtir o trabalho?
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