Começou.
As festas de despedida de quem já se conhece bem, com quem se trocou comentários cínicos em reuniões de segurança, com quem se partilhou o copito de intragável Janjaweed Juice (alcool local produzido clandestinamente), na cozinha de quem se cozinhou ovos mexidos e panquecas.
A contagem dos meses que já passaram - 17 meses. Quase tempo para dois filhos; ter-se-ia sido mais produtivo?
A dúvida entre pôr ideias geniais em movimento para herança de quem vem depois ou consolidar o que já se tem e deixar as ideias geniais num papel de sugestões.
A substituição do sentimento de revolta - revolucionário - pelo sentimento de raiva - imobilizador - ao fim de mais uma reunião onde se batalhou com colegas ao som ensurdecedor de helicópteros com metrelhadoras armadas a ir e vir de 20 em 20 minutos para recarregar munições e combustível, e... por bom senso, exaustão ou tensão pré-menstrual se chorar a ira cá para fora.
A desilusão com o guarda ou o motorista de quem se gostava tanto, a quem se deu uma mão e se ficou sem um braço.
E ainda dizem que quem sai do Sudão acaba sempre por voltar. Não vejo como.
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