Estranja perde-se nas ruas de Khartoum

Ontem perdi-me. Foi um ganda filme.
Tinha ido visitar apartamentos com a Emilia - que e a Emily, mas Emilia e mais giro -, que vai viver comigo ao que parece. Pensavamos que era so dois, mas acabaram por ser 5! Ainda nao decidimos qual queremos, mas sao todos carissimos (1200-1500 euros/mes), escuros, sem ar condicionado nem agua quente (mas isso tambem nao faz falta).

Vamos la e tal e quando saimos do ultimo apart ja eram horas de jantar e noite caida. A Emilia ficou por perto do apart que tinhamos visitado e eu, bem, bora la experimentar ir para casa.

Apanhei uma daquelas motinhas com um assento atrelado atras e uma capa por cima, tipo os taxis-bicicleta na China, so que com mota.

Chamam-se.. bolas esqueci-me do nome daquilo, amanha lembro-me.

Adiante, viro-me pro jovem todo branco de turbante e tudo "Rrrarthoum 2, restraurant Panda". Rrrartoum 2 e o meu bairro. Panda e o restaurante chines que sei que fica perto da minha casa.

O gajo: "tamam" (ou seja "ok", no problem chourica sobe que eu levo-te la) e eu bora.

brem brem breeeeeemmm breeeeeemm la vamos nos pela Cemetery road.

As tantas para e diz "herrre Rrrartoum too". E eu a procura do Panda. Ah ta ali. Salto para o chao, vejo o Panda, vejo o Restaurante Indiano mesmo em frente, torno a ver o Panda, torno a ver o Indiano... Bonito, e agora para onde e que eu vou? Passei por aqui de dia e isto a noite nao tem nada a ver. Ainda explorei as ruas em redor, para cima, para baixo, a passar 5000 vezes a frente de grupos de Sudaneses que ja so se riam, mas pronto.

Aqui nao ha moradas, entao nem podia pedir ajuda.

Isto, claro esta, sem telemovel...
Nao fossem os Indianos do restaurante deixarem-me usar o telefone, acho que tinha passado ali uma noite bem "roots" com os locais.

Ah, alembrei-me: a motinha chama-se "rickshaw".

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