O adeus dele

Empacotaram-nos a vida em 4h e coube tudo em meio contentor que está agora, fechado e selado, a caminho do Atlantico.
A casa faz eco e parece maior.
Os padeiros Rockeiros lá de baixo estao cheios de pena de nos saber indo-nos. O H exibe sinais claros de nó na garganta. Esta tarde deixei-o a deambular pela rua sem mim porque, embora vá ter infinitas saudades do avant-gardismo completamente decadente e despretencioso de Berlim, o adeus é dele só. Esta cidade nunca foi realmente minha. Talvez nenhuma cidade o seja, mas nao faz mal - ele é.
E estaremos bem em Nova Iorque.

Estou além

Há dias como hoje em que poderia pegar na trouxa e ir para Kurmuk, para Kisangani, para Kitgum. E ao fim de um ano ou dois lá, sei que me quereria mudar para Londres. E ao fim de um ano ou dois lá sei que pensaria em ir para Jacmel, ou Baucau, ou Freetown. E ao fim de um ano ou dois... Até os cinco anos que passei em Paris foram marcados por constantes mudanças de apartamento.

A perspectiva de 4 anos em Nova Iorque mantém-me acordada à noite e só não me aperta a garganta porque o H vive pelas palavras de Goethe: weil ich niemals dich anhielt, halt ich dich fest (porque não te prendo, tenho-te bem agarrada) e tem cá uma paciência...

Já dizia o António Variações:

Roma: gostámos muito

Das dimensões absolutas e relativas













Os jardins suspensos (Roma é tão verde!)



















Do Verão nas pontes


















De ver Carbonara escrita em pedra



Dos gelados São Crispim, naturalmente.













De Trastevere by night

Roma

Éramos praticamente virgens de Roma, mas o fim de semana passado fomos para lá de lua-de-mel completamente despropositada. E até nos saiu Verão na rifa.

Body combat

Bolas, fiz disto esta manhã e agora estou que nem me consigo mexer. Tudo me dói! Quero a minha mãezinha! Cá para mim, body combat é para se entender assim quase literalmente: combater contra o corpo. Apre!

Cá se vai andando com a cabeça entre as orelhas

Entre frustrantes idas a médicos, discussões vigorosas com seguros de saúde, hesitações de nível psiquiátrico sobre planos de poupança reforma, preparações frenéticas de passaporte diplomático, treinos hipnotizantes para o concurso da Comissão Europeia e bombardeamento incessante de CVs para todo o lado, a vida não vai mal por Berlim. Descobri o universo ao qual pertenço: os cafés que oferecem acesso à internet de graça. Somos dezenas de pessoas a beber os nossos café lattes lentamente (muito lentamente), à frente dos nossos computadores. Aquele ali com mega headphones nas orelhas faz composições de música, aquela lá ao fundo é designer de roupa.

Esta aqui blogueia e dá os parabéns ao seu irmão querido, no último dos 30!