Um brinde a 2011 - o ano que mudou a minha vida

Ocorreu-nos também que mesmo com progenitura podemos ter um Réveillon decente, sobretudo vivendo num apartamento tao incrivelmente genial numa cidade tao incrivelmente genial. Entao vestimo-nos a rigor, demos uso ao pratalhame da Vista Alegre e ao cocktail shaker, abrimos uma garrafa de Saint-Emillion Grand Cru de 1990 que estava à espera de uma boa ocasiao para ser aberta e brindamos (repetidamente) ao grande ano que foi 2011. A meia noite cambaleamos cuidadosamente até ao quarto das Arménias, a quem prontamente demos um embevecido rol de cafunés. A M nem se mexeu. A L roncou, virou a cara para o lado e continuou a dormir.

Planeando o Reveillon 2011/2012...

... Ocorreu-nos que temos progenitura.

O lanche de Natal

Hoje houve lanche de Natal na residencia do Embaixador Alemao. La fomos, nos e as Armenias, que o pessoal da festa ainda nao as tinha conhecido. Mas as minhas filhas... enfim. O Matildame resolveu ter medo daquele pessoal todo e enfiou a cabeca quase que no meu sovaco e de lá nao a tirou a tarde toda. Já a Léa, essa estava em alerta maximo, com aquela cabeca achatadita dela coitadinha a girar de um lado para o outro tipo periscópio a sondar a paisagem. Pensei, bem olha ao menos uma é sociavel. E é. A Léa estava tao à vontade, tao à vontade, tao à vontade que quando o Consul, um senhor já enrtadote de cabeleira branca e vestido a rigor, lhe veio fazer um cutchi-cutchi, ela olha para ele de sorbolho franzido, abre ligeiramente a boca e dá um ruidoso, enorme, gigantesco arroto. Depois riu-se e enfiou o punho na boca, como se nada fosse.