Estou rodeada de gente prenha. Amigas, colegas, conhecidas, parentes, gatas, cadelas periquitas e o diabo a quatro. É gente estranha, na verdade.
Desenvolvem todas, invariavelmente, unanimemente, uma atenção existencial a duas questões: continuar a tomar ácido fólico ou deixar de tomar? Vacinar (contra gripe suina) ou não vacinar?
É gente que mede produtividade de forma insólita: "esta tarde fiz uma sesta e produzi meio cérebro."
Mas o mais estranho, o mais desconcertante, é o facto de contarem o tempo em semanas. Eu conto semanas, quando algo está para acontecer em menos de 1 mês. Indica um processo de preparação final, um estado de já está quase, de ai meu deus ainda tenho tanto que fazer. Prenhas contam semanas durante mais de meio ano. Só de as ouvir, fico exausta.